Sextas (ou outro dia qualquer) com sol quentinho pedem tempo ao ar livre... e assim foi hoje também.
O espaço exterior coloca-nos desafios de diferentes níveis e cada um vai superando os seus, ao seu ritmo... se há quem precise de aprender a escorregar sem uma mão adulta a segurar, também há quem aprenda a atravessar a ponte sem esse mesmo apoio... ou a sentar-se nela... ou a deitar-se para trás... ou a ficar suspenso pelos braços e saltar para o chão!
Tal como preveem as OCEPE (2016:44) "A Educação Física, no jardim de infância, deverá proporcionar experiências e oportunidades desafiantes e diversificadas, em que a criança aprende: a conhecer e a usar melhor o seu corpo, criando uma imagem favorável de si mesma; a participar em formas de cooperação e competição saudável; a seguir regras para agir em conjunto; a organizar-se para atingir um fim comum aceitando e ultrapassando as dificuldades e os insucessos."
É no brincar que a iniciativa, a criatividade, a persistência e a resiliência mais se desenvolvem... e se a brincadeira for ao ar livre, em interação com elementos naturais, ainda melhor!
"Importa ainda facilitar, nesta etapa (idade pré-escolar) a emergência da linguagem escrita, através do contacto e uso da leitura e da escrita em situações reais e funcionais associadas ao quotidiano da criança (OCEPE, 2016:6).
Também na sala esse interesse se revela e é comum a mais crianças...
"Neste processo emergente de aprendizagem da escrita, as primeiras imitações que a criança faz do código escrito tornam-se progressivamente mais próximas do modelo, podendo notar-se tentativas de imitação de letras e até a diferenciação de sílabas. Começando a perceber as normas da codificação escrita, a criança vai desejar reproduzir algumas palavras (o seu nome, o nome dos outros, palavras e/ou frases que o/a educador/a escreve, etiquetas, etc.). Aprender a escrever o seu nome tem um sentido afetivo para a criança, permitindo-lhe fazer comparações entre letras que se repetem noutras palavras e aperceber-se de que o seu nome se escreve sempre da mesma maneira. A atitude do/a educador/a e o ambiente que é criado devem ser facilitadores de uma familiarização com o código escrito. Neste sentido, as tentativas de escrita, mesmo que não conseguidas, deverão ser valorizadas e incentivadas, pois só assim as crianças poderão passar pelas diferentes fases inerentes à apropriação do código escrito."(idem, p. 70).






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